quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Por Renato Khisman



Vagando pelas ruas da Londres Vitoriana, está um anjo…

Darian é um Nefilins – não está errado, é NefilinS mesmo – e está em busca de redenção.
Sua mãe, um anjo que abdicou do céu para ter uma vida como mortal, suicidou-se e está condenada a passar a eternidade no vale dos suicidas.
Existe porém uma chance de salvação. Se Darian conseguir resgatar Dez Mil almas, poderá trocá-las pela amenização do castigo dado a sua mãe.
Porém nem tudo é o que parece e existem segredos no passado que até mesmo Darian desconhece. Segredos que ao virem à tona, podem abalar tudo que ele conhece até agora.

A HISTÓRIA: Achei muito legal! A autora amarra bem as pontas do livro e não deixa nada a desejar. Gostei bastante de Darian, ele é um personagem bem definido e com uma personalidade própria e forte, os outros coadjuvantes que o acompanham também são muito legais e vêm para distrair o leitor em alguns momentos de extrema tensão.
Porém o livro pecou em algumas coisas:

1) Tudo acontece muito rápido: Se você gosta daquele tipo de livro que não fica enrolando o leitor em cenas desnecessárias, você estará na praia. Mas, se for como eu, que já leu O Senhor do Anéis e muitos outros livros que tem descrições suficientes para o leitor imaginar a cena nos mínimos detalhes, ficará um pouco incomodado. Não que isso atrapalhe a leitura, mas ao chegar no fim do livro eu fiquei com aquele desejo de ter conhecido mais a fundo a história.
2) Os vício de linguagem: A narrativa do livro avança muito bem, mas em certos momentos aparecem alguns vício de linguagem, onde uma palavra ou outra acabam sendo repetidas além do necessário. Isso também não atrapalha o desenvolvimento da narrativa, um leitor comum geralmente nem percebe, mas como sou escritor também e já recebi críticas por esse motivo, acabo percebendo alguns vícios, mesmo em grandes Best-Sellers.

Mas no geral a história foi ótima. Criativa, alucinante e com um final totalmente inesperado, que deixa o leitor angustiado por mais.

A CAPA: Achei linda! Mas, como sempre a Novo Século continua pecando ao criar suas capas para autores nacionais. Um exemplo disso é a simplicidade com que são feitas. A minha opinião é de que o livro ficaria um pouco melhor se o fundo preto fosse substituído por uma cidade antiga, para já deixar o leitor preparado para o clima vitoriano do livro. Daí resolvi fazer uma montagem (não oficial) da capa, num formato que eu diria se o que ficaria melhor.
Mas no geral ela está bem legal e chamativa, um pouco simples, mas satisfatória.

UMA PALAVRA QUE DEFINIRIA O LIVRO: Estarrecedor.

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