sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Por Fabíola Borges

Confira essa e outras resenhas em meu blog: http://bit.ly/tC9L25


Anjo Negro, livro de estreia da autora, é retratado em Londres do século XVII. Devido a peste negra, a população não crê em Deus, pois dizem que nada foi feito para salvá-los.

Bridget, um anjo, se apaixona pelo médico Alan e acaba tendo um filho chamado Darian. Como punição, torna-se uma humana, porém capaz de conversar com outros anjos, assim como ser influenciada por seres infernais. Com o passar do tempo, Alan acredita que sua mulher está louca, pois muitas vezes a vê falando sozinha.
Num dia comum, os anjos malignos incomodam Bridget e, assim, ela se suicida. É enviada para o pior local do inferno, o Vale dos Suicidas, onde revive o momento de sua morte incessantemente.

Mais tarde, Darian, sendo um Neefilins, acaba abrindo a porta para o mundo espiritual. Hadji, seu anjo da guarda, explica ao jovem sobre Bridget e o que ele é. Com isto, o arcanjo Miguel faz uma proposta a Darian... Coletando dez mil almas numa caixa angelical, o sofrimento de sua mãe diminuiria um pouco.

"Sentia-me perdido, feito cego no meio de um tiroteio. A vida que eu conhecia estava mudando diante dos meus olhos, como tudo à minha volta que estava ficando para trás."

Entretanto Iblis, o senhor dos infernos, faz ao garoto outra proposta: Dez mil almas comuns por uma especial. Darian necessita ajudar sua mãe, porém possui muitas dúvidas sobre o que fazer... Afinal, você estaria disposto a entregar a Lúcifer dez mil almas inocentes?

"Para qualquer lado que eu me virasse, via a mesma coisa, a mesma cena triste. Para qualquer direção que eu seguisse, era a mesma desolação."

Com o decorrer do livro, são apresentados desafios a Darian e Hadji, fazendo com que a história não seja monótona. Também são misturadas mitologia e a crença em Deus, levando-nos a refletir sobre nossas atitudes. Infelizmente, acredito que os fatos poderiam ter sido mais desenvolvidos, pois tudo ocorre muito rápido. Os personagens são cativantes e minha preferida foi a irmã de Darian, Margot.

A narrativa é contada principalmente em primeira pessoa, por Darian, mas em algumas vezes varia entre personagens ou terceira pessoa, o que me confundiu um pouco. Além disso, há erros de gramática, concordância e vícios de linguagem que devem ter passado despercebidos pelos corretores da editora, mas que não atrapalham o andamento da história.

"Senti que ele vinha em minha direção e, sem hesitar, me transformei em espírito ao mesmo tempo em que embainhava minha espada, ferindo-o e jogando-o em cima da mesa, fazendo-o assumir sua forma verdadeira, de demônio."

Gostei bastante da capa, devido a fonte do título e as cores escolhidas. Porém, senti falta de algum detalhe que fizesse a diferença, como um cenário antigo que se encaixasse ao contexto.

Mallerey, aguardo uma continuação!

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