sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

SEPARADOS POR UM CORPO


Seriam memórias de um passado ou meras coincidências?

Claude Châtelier é um jornalista que possui uma coluna semanal de contos no jornal Le Monde. 

Ultimamente andava sem inspiração, até que em um encontro casual com Marie, uma ex-colega de faculdade, que lhe conta uma história, sua vida muda por completo. 

Ele se vê envolvido em coisas estranhas que passam a acontecer à sua volta, e resolve ir a fundo buscar por respostas.








França
Dias atuais

Sou Claude Châtelier, jornalista. Vivo em busca de boas e inéditas histórias. Trabalho no jornal Le Monde há quase oito anos, onde tenho uma coluna semanal que publico meus contos de ficção. Dizem os invejosos de plantão, por meu caderno ser bem popular, que minha coluna está ultrapassada e que sou um escritor frustrado por não ter conseguido publicar um livro, por isso escrevo contos. Isso não é verdade, nunca pensei em escrever um livro, apesar de já ter recebido várias propostas tentadoras de editoras.

Sempre devemos olhar os dois lados da moeda, e por isso tenho que concordar só um pouco com eles, ultimamente meus contos estavam péssimos e por isso tinha resolvido caminhar um pouco até o jornal. Quem sabe pelo caminho eu veria algo que me fizesse ter alguma inspiração, já que esta me faltava há dias.

Não consigo entender o porquê, já que passava por uma fase boa na vida. Um trabalho bom, um apartamento quase quitado em uma área bastante valorizada de Paris e havia ficado noivo de Raquel há quase um mês. Tudo bem que não era a mulher dos meus sonhos, não a amava, embora me sentisse muito bem ao seu lado. Era uma mulher trabalhadora, dedicada a casa e a família, mas sentia que faltava uma verdadeira química entre nós. Estávamos juntos a pouco mais de um ano, e a verdade foi que fiquei noivo apenas por pressão da família dela.

Precisava levar para a redação o conto que havia escrito e que seria publicado na próxima semana. Poderia ter pegado o ônibus ou o taxi naquele dia, mas resolvi do nada fazer caminhada mesmo sabendo que poderia chover a qualquer momento. 

Já estava na Champs-Élysées, que fica a três quarteirões da minha casa, quando a chuva começou a respingar em meu sobretudo. Isso aconteceu a pouco mais de vinte minutos após ter me arriscado sair sem o guarda chuva, mesmo com o céu carregado de nuvens. 

Foi então que vi Marie na porta de uma loja, a dois quarteirões do jornal, se escondendo também da chuva que havia aumentado repentinamente. Não nos víamos há muitos anos, desde a época da universidade. Para ser mais preciso há quase dez anos.

Não éramos muito próximos, estudávamos em salas diferentes, ela não deve nem se lembrar de mim. Na época, era namorada ou coisa assim, de um amigo meu de classe e eu a achava simplesmente maravilhosa, mas nunca tive coragem de me aproximar para conversarmos, e agora estávamos juntos, lado a lado, novamente como estranhos.

Reconheci assim que a vi. O mesmo porte esbelto, os cabelos longos com alguns caracóis na ponta. Um pouco mais madura e parecia cansada, as olheiras lhe condenavam claramente, mostrando que não tivera uma boa noite de sono, mas mesmo assim, estava radiante.



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